Carta de Apresentação do Projeto

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Olhando bem para esta imagem, nos deparamos com uma criança de pouco mais de dez anos. Ela tem lepra em estado avançado. Está em tratamento. Vai ficar bom, pois Hanseníase tem cura! Mas, no detalhe da imagem, podemos ver sua mão, já endurecida, com deformidades. O remédio não trata essa deformidade. Precisa de um trabalho multiprofissional para que obtenha algum êxito. Como esse garoto vai trabalhar? O que será ele quando crescer? Esse é o nosso marco zero: Nós podemos ajudá-lo!

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PROJETO EU AJUDO A TRATAR HANSENÍASE

“Nós tornamos realidade a sua esperança”

A Lepra, doença milenar, ainda assusta nos dias de hoje. Ninguém está livre dela. Estamos nos relacionando com pessoas que vão e vem. Dura de dois a oito anos para esta doença se manifestar. Basta uma só pessoa doente, sem tratamento, para contaminar outras. A gente tem que fazer alguma coisa. Estas pessoas não buscam o tratamento por falta de informação, por medo da doença e, principalmente, por causa do preconceito.
Antigamente, usava-se “arrancar” o doente de lepra do seu convívio familiar. Ele era confinado com outros doentes nas “colônias”, que hoje são chamadas de “centros de convivência”. Esses centros ainda existem, porque os doentes daquela época envelheceram… Eles, simplesmente, não sabem nem conseguem conviver fora daquele ambiente. Foram vidas compulsoriamente “interrompidas”, sem dar aos doentes a escolha de como e onde se tratar.
A família, a célula mãe da sociedade, o aconchego familiar e o cuidado dos familiares foi negado a tantos que não tiveram o privilégio de alcançar os nossos dias e poder usufruir da cura da doença, da reinserção na sociedade e da luta contra o preconceito.
Nessa motivação, estamos dando início a um projeto inédito no país: uma clínica de restabelecimento fisioterápico com cuidados médicos, odontológicos, psicológicos e de enfermagem, além de assessoria jurídica para aqueles que ainda sofrem com o preconceito de seus empregadores e são banidos do seu trabalho, ficando desempregados e sem ter como suster a si e suas famílias.
O projeto inclui uma casa com um espaço de 60m2 para fisioterapia reabilitadora e preventiva, de modo que cada paciente possa ter a saúde no sentido amplo da palavra, aquilo de conceitua o Ministério da Saúde: Saúde é o perfeito bem-estar bio-psico social de uma pessoa. No nosso projeto, nós teremos profissionais trabalhando os dois turnos do dia, atendendo em média, 20 pacientes/hora. Teremos voluntários que doarão parte do seu tempo; teremos campo de estágio para Universidades/faculdades que se identifiquem com a nossa metodologia de trabalho e queiram treinar seus alunos, futuros profissionais para que ampliem sua visão e seus conhecimentos e que terminem seus cursos de graduação com uma mente alargada e uma formação mais humana. Assim sendo, possam ser promotores da saúde e da dignidade humana.
O Projeto não terá nenhum cor governamental, nenhuma verba pública, nenhum vínculo com partido político. Ele será, simplesmente, um local de trabalho sério, mas feito com alegria, com motivação, onde todos ajudem e sejam ajudados.
O que você pode fazer por esse projeto? A lepra tem cura. O medicamento é doado pela OMS(Organização Mundial de Saúde) e pela OPAS(Organização Pan-Americana da Saúde). Mas o medicamento, apenas mata a bactéria que causa a doença; ele não cura o preconceito nem trata as incapacidades físicas como as deformidades nas mãos e pés, decorrentes do comprometimento dos nervos e da falta de cuidado em tempo oportuno. Daí precisarmos de uma equipe multidisciplinar e de um local fora do campo governamental, onde os profissionais e voluntários tenham a liberdade de realizar com amor o seu trabalho, sem a obrigação de prestar contas ao governo dos horários, sem precisar assumir mil tarefas, mas poder oferecer um tratamento de qualidade, digno de qualquer ser humano.
Nós convidamos a todos os que nos lêem, que olhem em torno de si. Que ouçam seus corações. Falta-lhes, algo? Certamente, não. Agora, ouvindo, novamente, o nosso coração, abrindo os olhos da alma, convidamos-lhes a perceber o seu semelhante que sofre e padece. Aquele que não foi beneficiado com uma casa confortável, com uma comida saborosa e nutritiva todos os dias, com uma saúde perfeita, com o amor de seus familiares. Este é o nosso igual que sofre o preconceito, que é discriminado e que recebe uma sentença condenatória de não poder trabalhar e, muitas vezes, de realizar suas atividades pessoais sozinho, necessitando do auxílio de terceiros até para ir ao banheiro.
Depois desta pequena reflexão, propomos a você um desafio: abrace a causa “Eu ajudo a tratar Hanseníase”, o mesmo que “Lepra” em qualquer outro lugar do mundo. Este é o lema do nosso projeto. Doe parte do seu tempo, do seu carinho a esse trabalho voluntário. E, se a sua indignação for a mesma que a nossa em ver quantos ainda vão adoecer – e podemos ser eu e você, nossos familiares, quem sabe? – por falta do cuidado certo e em tempo oportuno, ajude também financeiramente a tornar “Realidade” a “Esperança” desses tantos que têm ambições bem modestas: a de serem reinseridos na sociedade que os excluiu. A viabilização do “Projeto” (uma casa com espaço físico amplo, profissionais e manutenção do instituto) só depende agora da sua sensibilidade…
Para nós é muito pouco. Para eles, significa muito.
Podemos lhes garantir uma coisa: no final de tudo, a sua alegria em saber que fez a diferença na vida de um doente de lepra em pleno Século XXI, não terá preço. Se você vem conosco e com todos aqueles que já abraçaram essa causa, prepare-se para saber que há muito mais alegria em dar do que em receber.

Obrigado por ter lido.
Obrigado, antecipadamente, pelo seu envolvimento neste Projeto.

Atenciosamente,

Dr. José Musse Costa Lima Jereissati
Médico Coordenador do Projeto

Dra. Viviane Bezerra de Sousa
Enfermeira Coordenadora-Assistente

Associação Italiana do Ceará – AIC
Patrocinadora doProjeto


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