Tema: “Meninice: palavras, atos, murmurações e omissões que destroem a obra de Deus.”

Premissas do Estudo:
Este estudo faz parte dos temas ministrados pela equipe do Ministério Água Viva(Equipe de 2008) e visa a edificação da equipe como um todo. Os artigos/estudos foram lidos e avaliados pelo editor e publicados aqui no site como parte do material de estudo da Escola de Formação. Ao final, há os comentários do revisor e um questionário para avaliação individual do leitor e do próprio ministério.
Justificativa e Proposição do Tema:
Muitos, na intenção de servir ao Senhor, fundamentam-se pouco, aprofundam-se pouco. Acabam por deixar que sua fé seja um sentimento, uma razão “por que creio”, e não um dom do Altíssimo que deve, de acordo com os propósitos cristãos, estar sendo provada dia após dia. Torna-se incoerente o comportamento de “uma pessoa que diz ter fé”, e cujos atos são pueris, mundanos sem a menor demonstração do Milagre Divino. É como se Deus nunca tivesse feito nada na vida daquela pessoa. Ela até vai à igreja – isso não é sinal de fé -, ela até crê – o demônio também crê -, mas suas palavras e atos nunca expressam um compromisso com Deus ou um relacionamento com Ele. A pessoa está ali no meio ‘da galera’, indo ‘na onda’… envelhece – ou até apodrece – mas não amadurece jamais.
Isso não se adapta aos mais jovens em idade biológica. Tem muito cristão passeando de igreja em igreja, fzendo turismo de ministério em ministério, engordando o corpo de tanto comer pipoca depois dos cultos, mas com a língua musculosa de tanto malhar – no sentido tanto de exercitá-la, como de difamar as pessoas – nada, para ela, na igreja, presta. Se está sendo agradada, aí sim, tá tudo bem. Mas desagrade para ver a confusão… E é o pastor que é um “isso”, é a “mãe do coordenador ou do líder” – não precisa ser mais claro, precisa? – ou o próprio líder que, o melhor elogio que recebe é o de que “não tem unção. Isso acaba com o o ministério e com a igreja. Gera mais confusão e o inimigo faz a festa porque semeia a discórdia naquela comunidade. Espera-se que, com este estudo, haja uma reflexão profunda de cada um sobre ética e comportamento diante do chamado de Deus para cada um.
Avaliador: Musse Jereissati
Autor do Estudo/Avaliado: Camila Ximenes
Desenvolvimento:
Meninice: Idade ou qualidade de quem é menino; modos ou atos próprios de menino; infância; criancice; puerilidade.
Meninice, fase boa da vida, onde se diz o que é visto a olho nu sem maldade.
- Porque que a meninice não é aceita em pessoas adultas?
- Como encaramos as meninices vindas de uma criança e de um adulto?
A palavra do Senhor fala: “Da boca das crianças e dos pequeninos sai um louvor que confunde vossos adversários, e reduz ao silêncio vossos inimigos.” Salmo 8:3
As crianças professam palavras sem maldade, mais palavras faladas por pessoas envolvidas na palavra de Deus se tornam testemunho ou contra- testemunho.
Como devemos nos comportar no serviço ao Senhor?
- Devemos ser obedientes, sábios, falar menos e escutar mais. Se pronunciarmos palavras ao vento devemos pensar na proporção a qual elas podem tomar.
“O povo ouviu em silêncio; não lhe respondeu uma só palavra, porque o rei ordenara que não respondessem.” II Reis 18:36
Costuma-se dizer que quem obedece nunca erra, temos que ser um exercito nas mãos do Senhor, obediência e ordem fazem da obra do Senhor algo sério.
Em busca de algo que falasse e calasse ao meu coração encontrei em Filipenses algo que me trouxe paz e que também irá nos levar a um caminho de sabedoria de maturidade de ação.
Filipenses, 2, 1- 17:
1. Se me é possível, pois, alguma consolação em Cristo, algum caridoso estímulo, alguma comunhão no Espírito, alguma ternura e compaixão,
2. completai a minha alegria, permanecendo unidos. Tende um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos.
Comentários: Acima dá um ensinamento de permanecei unidos, um modo de estarmos unidos é fazer parte de um grupo e juntamente com o mesmo pensamento produzir frutos para a glória de Deus.
3. Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos.
4. Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros.
5. Dedicai-vos mutuamente a estima que se deve em Cristo Jesus.
6. Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus,
7. mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens.
8. E, sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9. Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes,
10. para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos.
11. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.
12. Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor, não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora na minha ausência.
13. Porque é Deus quem, segundo o seu beneplácito, realiza em vós o querer e o executar.
Comentários: Nada façais para benefício próprio e sim para a glória do Senhor, façamos igual a Jesus sejamos humildes, servos, saindo da nossa comodidade e indo em busco do bem comum da coletividade.
14. Fazei todas as coisas sem murmurações nem críticas,
15. a fim de serdes irrepreensíveis e inocentes, filhos de Deus íntegros no meio de uma sociedade depravada e maliciosa, onde brilhais como luzeiros no mundo,
16. a ostentar a palavra da vida. Dessa forma, no dia de Cristo, sentirei alegria em não ter corrido em vão, em não ter trabalhado em vão.
17. Ainda que tenha de derramar o meu sangue sobre o sacrifício em homenagem à vossa fé, eu me alegro e vos felicito.
Comentários: Outro mandamento de fazer as coisas sem murmurações, fazer somente para que sejam cumpridos os mandamentos e que o sacrifício do Cristo vivo através de Jesus tenha calado aos nossos corações.
Podemos sentir no texto acima de como um grupo pode ser sadio sem reclamações e sem atitudes infantis.
Fl 2:2 nos diz que devemos ter um mesmo amor, uma só alma e os mesmos pensamentos. Bonitas palavras que muitas vezes são irreais no meio que vivemos. Sentir o mesmo amor! O mesmo pensamento! Vocação é isso, sentir igual, buscar o mesmo ideal, se não estamos assim estamos fora do nosso foco, devamos pensar e refletir se estamos no lugar certo… Pensemos…
Em Fl 2:3 nos fala: não façais com espírito de partido ou vanglória. Devemos servir a Deus naquilo que nele se faz necessários, podemos no ato de limpar ou orar em casa ser o ato mais válido do que o cantar ou aparecer.
O tema nos fala de omissão mais podemos também refletir que podemos agir mais como fala Fl 2:3 não devemos ter vanglória de nossas atitudes. Vivamos em comunidade visando interesses do grupo, da comunidade que deve ser o interesse de Deus (grifo do revisor)
Nessa reflexão temos que ter a certeza que devemos ter o domínio das nossas palavras e omissões, devemos nos lançar a obra do Senhor e sermos responsáveis pelos nossos atos e cientes de que em tudo prestaremos contas. Para quem muito é dado muito será cobrado. Esse domínio quem dá pra gente é Deus e se não estivermos em comunhão com Ele não saberemos identificar e/ou discernir o que Ele quer pra gente e, conseqüentemente, não estaremos tendo o domínio e a proximidade dos céus.
Fortaleza, 17 de abril 2008
Comentário do Avaliador:
O material está sucinto, mas excelente. Há, contudo, uma necessidade e pontuar o comportamento e a conduta, uma vez que, quando se fala no geral, o “nós” dilui a responsabilidade individual.É mister dar exemplos práticos. No caso dos ministérios de música:
- Tenho me desprendido de cargos ou funções ou estou apegado eles, como “cantar”, “tocar” ou “dirigir”?
- Sei viver com alegria os momentos em que estou “no púlpito” ou “no banco”? Louvo ao Senhor com a mesma alegria?
- A quem sirvo: a mim mesmo, às comadres ou ao Deus que me chamou e me designou uma missão?
- A minha língua abençoa ou amaldiçoa?
- Meus atos têm sido coerentes com as minhas palavras?
- Tenho me colocado à disposição procurando ser útil a quem, onde e como for preciso?
- Tenho exercido a obediência cristã e vivenciado o processo autoridade x submissão independente se estou ou não concordando com as decisões da liderança?
- Tenho sido um instrumento de amor e paz ou um porta voz das obras de satanás disseminando a discórdia através da murmuração?
- Quero ser o alvo das atenções, desejo receber aplausos ou tenho a convicção de que sou um servo do Altíssimo e que a Glória é Dele e para Ele?
- Tenho orado pela liderança da minha igreja e/ou do meu ministério?
- Tenho treinado o “serviço”, o “desapego” e exercitado a caridade?
Concluindo:
O estudo merece destaque pela sua relevância e pela total coerência com a proposição do tema. Sugerimos ampliá-lo com breves comparações sobre a “Infância Espiritual” (de S. terezinha do menino Jesus) que faz de um modo muito simples e claro a distinção do que é ser eternamente criança – no sentido do coração de criança – e da meninice, que é, como foi bem explanado no estudo, o comportamento desregrado de criancinha mimada que leva à igreja o péssimo hábito que deveria ter sido corrigido em casa.
Camilinha, que Deus abençoe a sua vida! Obrigado pelo estudo que você nos trouxe. Obrigado pela sua amizade.
Musse Jereissati
Coordenador do Ministério
Coordenador da Escola de Formação











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