Deus não para Meninice Espiritual
fev 14

Não só de gravação vive o Ministério…

Um dos maiores desafios desse ano de 2008, é a gravação do novo álbum do Ministério. Essa é uma atividade que mexe com todo mundo. O Estúdio é empolgante – e cansativo nos finais dos períodos -, os ensaios são cercados de mistérios e expectativas: como será que isso vai ficar depois de passar pelo processamento eletrônico e digital? Como será ouvir esta música toda montadinha, bem arrumada numa mídia de CD? É, empolga, sim! Mesmo quem não está diretamente ligado com as atividades musicais da gravação em si, fica cheio de entusiasmo.

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Adoradores antes de tudo

Mas somos, como ministério, uma equipe bem maior do que aquela que estará gravando o CD. Dentre os produtores, arranjadores, técnicos, músicos e vocalistas, estão adoradores e servos do Senhor Jesus que disponibilizam seu tempo e talentos para levar a termo mais um instrumento de adoração, de louvor e de evangelismo. É esse o objetivo dos Cds que gravamos. A produção em estúdio não é o fim do Ministério, não constitui sua finalidade, mas é apenas uma tarefa – apesar de importantíssima – mas não passa de uma tarefa, de um meio, jamais um fim. Cada participante é cuidadosamente preparado para lidar com a realidade de “gravar um CD” e entender isso com o coração aberto, com simplicidade e, principalmente, com humildade, reconhecendo seu trabalho como missão e não como luxo, sua participação como vocação e não como capricho e, principalmente, seu papel de servo e não de estrela.

Envoltas em orações

Nenhuma música é gravada por acaso. Desde a sua composição ao processamento final(fábrica), cada peça é envolvida com muitas orações, muita entrega e muita escuta (a Deus). Elas tem que ser um instrumento de poder a serviço do Evangelho e não um charminho para os compositores ou para quem canta ou toca.
Música é arte, tenho dito isso repetidas vezes para pontuar a importância de confrontar a inspiração com a transpiração(sentimento) passadas numa atmosfera de adoração, se serviço, de amor a Deus e às pessoas, da urgência em evangelizar. A gente se surpreende enquanto cada música vai tomando forma. Às vezes, a emoção ultrapassa e a gente acaba verbalizando: poxa, isso ficou bom, hein? Dá um arrepiozinho gostoso, uma sensação maravilhosa de “coisa linda”, de “missão cumprida”. Mas, o treinamento que recebemos não nos permite deixar que esse “vinho de sucesso” nos suba a cabeça e nos embriague.Paulo nos lembra com seu próprio exemplo:
1 Coríntios 9:16: Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!

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Respaldo

Para que o processo de gravação aconteça – e isso leva meses – é necessário um respaldo de oração pessoal e comunitária. A equipe de intercessão nunca aparece nos encartes, nunca é mostrada no site. São irmãos que “trabalham” no anonimato, entregando cada pessoa enqaunto está gravando, orando a Deus por suas vidas, pela inspiração nos músicos e arranjadores… Essa é uma tarefa importante e que agrada a Deus.

Como seres humanos, quem não gostaria de participar, pelo menos de uma faixa? Vamos falar a verdade, é uma “tentação santa” – se é que esse termo possa existir. Não para “mostrar-se”, mas simplesmente pelo fato de amar a Deus através da Obra.

Paulo, mais uma vez,nos instrui: 1 Coríntios 12:29 Porventura, são todos apóstolos? Ou, todos profetas? São todos mestres? Ou, operadores de milagres?

É preciso, portanto, entender a missão. As minhas motivações não podem nunca ser um vocativo a mim mesmo, mas um abandono de mim nas mãos do Senhor.

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Por que escrevi isso?

Esse artigo é uma maneira de agradecer aos muitos irmãos de ministério que não “aparecem”, mas que estão nos bastidores fazendo um trabalho de BASE, orando por cada etapa da TAREFA que é a gravação. Isso mesmo, a gravação é uma TAREFA, não é a vocação, não é o carisma da Obra, não é a finalidade para a qual Deus a criou.
Esses irmãos que têm se reunido semanalmente, orando e intercedendo uns pelos outros, são a garantia de que, no avançar da batalha, a “linha de frente” está respaldada e pode continuar avançando, vencendo barreiras e conquistando os espaços para Deus.
Temos nesse dia 10 de maio um encontrão: todo o ministério estará junto, orando e em confraternização. Ao mesmo tempo, avaliando o primeiro trimestre e planejando o próximo onde estarão “fazendo formação” uns para os outros, orando uns pelos outros e celebrando a união de um corpo bem ajustado.
Não existe espaço para murmurações. Quem não está escalado para aquela tarefa, deve estar igualmente contente com outra tarefa que lhe foi dada.

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Contente em qualquer circunstância

Filipenses 4:12 Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez;

Esse texto nos ensina sobre o segredo de viver contente em qualquer circunstância. Estar no banco(da igreja) e não no púlpito, parece um castigo para alguns irmãos. Mas que experiência edificante! Como é bom saber que sou parte de um projeto de Deus do jeito que Ele planejou e não do jeito que eu quero. É a garantia da felicidade. Exige renúncia, sim.
Desta vez, temos mudanças na equipe do estúdio. Há irmãos que não participarão diretamente das gravações. Em seu lugar, novas pessoas cantam e tocam. Isso é educativo, é evangelístico e é a pura vivência do que aprendemos. Costumam dizer que eu digo a mesma coisa há doze anos… E direi sempre! Vocação é um chamado que exige uma resposta. E essa resposta tem que ser “eis-me aqui” e não um diálogo condicional, uma negociação com Deus do tipo ” eu só fico se eu cantar”… Ih… Isso é mal sinal. Se um irmão não quer permanecer porque não aceita o fato de estar em posições menos visíveis, precisa ser exortado. Precisa ser formado, e ouvir a mesma “conversa de doze anos”, porque não surtiu efeito. Mas se alguém vê essa “mobilidade” como um motivo a mais para servir, para estar disponível, para ser igreja do jeito que Deus quer, aí, sim, podemos mudar o foco, partir para uma segunda etapa, porque nossos filhos estão crescendo e saindo da “meninice espiritual” como bem escreveu a irmã Camila (Veja o artigo da Escola de Formação); porque, finalmente, estão partindo do egoísmo para o amor.

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Agradecer e abençoar

Quero, juntamente com o Renato(que reveza comigo as funções de piloto e co-piloto), com a Fernandinha e com o Diggão(Rodrigo Coifman), nossos irmãos do “Conselho” agradecer à Lourdinha, a Camila e aos demais irmãos – os nomes estão omitidos exatamente para que exercitemos a humildade – que, nesse primeiro trimestre, não mediram esforços para que os encontros fossem proveitosos, ricos em vivência, cheios de motivos para crer e para dar passos ainda maiores na fé: Deus não é um CD nem se resume a uma equipe de gravação. Que dirá o ministério ou a igreja… Comunidade é uma resposta de pessoas que foram chamadas juntas por Deus para viver um novo amor. Portanto, com a gratidão de perceber que estamos todos crescendo, aprendendo que não fomos chamados para o Ministério para FAZER COISAS mas para SER um COM DEUS e com os irmãos, oro para que as bênçãos do Céu sejam derramadas sobre as vidas de cada pessoa que foi chamada comigo para ser Água Viva e não para fazer coisas no Água Viva. Ainda temos alguns meses de trabalho onde a equipe estará fisicamente separada(parte no estúdio, parte na Escola de Formação). Mas minha alegria vem da fé de que, Deus nos reúne e, pela oração, no Seu Santo Espírito, nos faz um em Cristo Jesus(Gálatas 3:28 ). Sendo assim, continuamos um corpo bem ajustado, saudável e servindo ao propósito de sua criação: servir a Deus.
Um abraço, meus irmãos! Que Deus lhes pague pelas contínuas orações e pela intercessão. Obrigado por estarmos juntos. Vejo a grandeza do Senhor a quem servimos nesses momentos onde, no anonimato, continuamos honrando o nome de Jesus.
Com Carinho,
Seu irmão Musse Jereissati.

escrito por Musse Jereissati
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