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	<title>Ministério Água Viva &#187; arte</title>
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	<description>Enchendo o mundo de arte alegria e vida</description>
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		<title>A música que ouvimos, o culto que prestamos</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 19:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Musse Jereissati</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.aguaviva.org.br/wp-content/uploads/2008/01/musica_e-musicos_homenorm_j.jpg" alt="Música e Músicos home" /></p>
<p>MPB todo mundo sabe o que é: Música Popular Brasileira. Amada pelo mundo todo. Consagrada ao longo dos anos. A música brasileira é como o seu povo: eclética, multiforme e resultado do que há de melhor nesta arte. Do erudito ao popular, música é música desde que prevaleça o bom gosto. Estamos falando da música de qualidade. Não aquela coisa desprovida de arte gravada em escala industrial, cópia da cópia (da cópia&#8230;) daquilo que está dando dinheiro. Atinge aos que não têm leitura nem cultura.</p>
<p>Podemos afirmar, com o provérbio, <em>&#8220;Dize-me com quem anda e dir-te-ei quem és&#8221;</em>, que é possível conhecer muito de uma pessoa por aquilo que ela lê e pela música que ela escuta. Não seria, portanto, errado afirmar <em>&#8220;dize-me o que ouves e dir-te-ei quem és&#8221;</em>. Gostos à parte, a discussão é o conhecimento da música  e seus elementos.</p>
<p>Há alguns anos, com a febre dos ritmos baianos e o forró tomando conta dos estúdios, sumiram das prateleiras das lojas de música os bons discos(refiro-me aos CDs). Sumiram também as boas lojas do ramo. Procurei por todo esse imenso Brasil o &#8220;Oratório Elias&#8221; de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Felix_Mendelssohn_Bartholdy" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">Felix Mendelssohn [Bartholdy]</a> (1809-1847). Não é exagero afirmar que nem nos grandes centros (Rio e São Paulo) havia sequer em catálogo. Fácil de explicar, difícil de entender: não há demanda! O povo quer mesmo é ouvir forró. Pois precisei ir à Europa, e numa tarde de domingo, numa lojinha &#8211; pois era pequena em espaço físico e não estava nos grandes <em>shoppings</em> &#8211;  nos arredores de Florença(Itália), encontrei o<em> ‘box&#8217;</em> com o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orat%C3%B3rio" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">oratório</a>! Quase não acreditei! A emoção foi tanta, que passei uns quinze minutos olhando para ver se era verdade. A vendedora, uma senhora muito simpática, respondeu-me em inglês que havia, sim, naquele estabelecimento um exemplar do <a href="http://www.unb.br/coral/Repertorio/kompositores/mendelssohn.htm" title="Veja na Página da UNB sobre o Compositor e sobre o Oratório Elias" target="_blank">Oratório Elias</a>. E, enquanto se dirigia ao local onde estava exposto o álbum, ia contando a história daquela obra e falando do seu grande compositor. Gente culta é outra coisa! Será que só o europeu é culto? Aqui no Ceará, numa grande loja de CDs procurei por Enya, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Loreena_McKennitt" title="Veja na Wikipedia" target="_blank">Loreena MacKennitt</a> e Sara Brightman. Nenhum dos vendedores sabia do que se tratava. &#8220;Isso morde?&#8221;, talvez tivessem pensado. Mas se eu quisesse, tinha à disposição centenas de títulos dos &#8220;isso com aquilo&#8221;(essa expressão é criação minha. Os forrozeiros que me perdoem, mas a falta de criatividade de alguns de vocês é digna de nota!). Explico. O povo nem criatividade tem&#8230; Há uma banda que se chama X com Y. Aí vem outro <em>personagem</em>(o grifo é de propósito), forma uma &#8220;nova&#8221; banda, e chama Z com W&#8230; Tenha dó!</p>
<p>Não gosto do forró de hoje. Acho uma música sem nada de arte, sem nada de cultura. Mas isso é uma opinião minha.  Por favor ninguém confunda a minha opinião, o meu estilo musical aqui citado com o &#8220;é proibido ouvir tal música ou tal estilo&#8221;. Mesmo se eu tivesse autoridade para isso, jamais o faria! Cada um gosta do que gosta. Discutimos, nesse artigo, a influência da música secular na formação das pessoas.</p>
<h4>Qualidade</h4>
<p>Há quem faça uma música popular bem feita como o <a href="http://www.waldonys.com.br/" title="Veja a página do Waldonys, grande artista cearense" target="_blank">Waldonys</a>, um seguidor do mestre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Gonzaga" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">Luiz Gonzaga</a>. Este compôs tantas músicas com letras simples e inteligentes, que retratavam a cultura do homem nordestino, que fazia sua sanfona falar ao entoar acordes simples, sem dissonância descabida &#8211; típica de quem começa a tocar e acha que tocar difícil, fazer notas ‘tronchas&#8217; é sinal de bom conhecimento.<br />
Voltando ao Luiz Gonzaga, que deixou discípulos fiéis &#8211; e bons &#8211; , podemos olhar para os grandes artistas e ver que, cada um deles, teve sua influência. Podemos citar cantores renomados, que não fizeram carreira copiando o trabalho dos outros ou fazendo paródias das músicas internacionais. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ney_Matogrosso" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">Ney Matogrosso</a>, por exemplo, afirma que ‘<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%82ngela_Maria" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">Angela Maria</a>&#8216; teve uma grande relevância em sua carreira. Assim, conhecendo a história daqueles que fazem a verdadeira música do Brasil, percebemos que existe, além do talento nato e indispensável, um estudo e uma história musical, ou seja, um passado musical na vida de cada um deles. Natural!</p>
<h4>Não se mede cultura por quem tem disco de música clássica em casa</h4>
<p>Há, em contrapartida, aquelas pessoas que fazem de conta que gostam de música erudita. Compram vários CDs (a R$ 9,90) e montam uma coleção, deixando-a exibível em casa. Ah, esse cara conhece música&#8230; &#8211; alguém pode pensar. Que conhece, que nada! É capaz de ir à uma ópera e aplaudir antes do final.</p>
<p>Mas não estamos falando aqui do bom e do ruim, do erudito ou do mais simples repente. Estamos falando de <strong>qualidade</strong>, de <strong>cultura</strong> e de <strong>educação</strong>. E quando a pauta é essa é preciso ver a história e os diversos elementos contribuintes para a formação da cultura de um povo. Um grupo canta suas tradições, remonta os costumes passados de pai para filho entre gerações. Nosso tempo se esqueceu de fazer isso ou considerou essa prática obsoleta. Não é necessário conhecer nem manter as raízes. Não é mais necessário preservar o patrimônio histórico. A computação e a internet facilitam muito a nossa vida. E trazem, com essas conveniências, os &#8220;fast-foods&#8221; musicais, os livros de auto-ajuda que são uma constante repetição de um outro lançado tempos antes; Certa vez, a revista Veja noticiou que, numa noite de autógrafos, a pessoa responsável por anotar os nomes dos presentes na fila, perguntou para o ex-presidente  Fernando Henrique Cardoso:<br />
- Qual o nome do senhor?<br />
Ele Respondeu:<br />
- Fernando Henrique.<br />
Ela, prosseguiu:<br />
- Fernando Henrique do que?&#8230;</p>
<p>Uma barbaridade! Até o nome do ex-presidente da república não era mais preciso saber!<br />
É o que dá a gente só ouvir a música importada pelos &#8220;beats&#8221; ou pelo som que faz sucesso, mas sem compreender nada! É o que dá as emissoras de rádio tocarem o dia todo as músicas com letras de duplo sentido. É o que dá uma educação &#8220;mal educada&#8221; e mal formada onde é proibido reprovar um aluno inapto&#8230; Ora, se ele não sabe, não sabe! Vamos recomeçar e tentar aprender. O Brasil quer mostrar a sua cara mascarando números. Quer aparecer para a comunidade internacional bonitinho, mas com dados manipulados e forjados.</p>
<h4>Conhecimento, leitura e Arte</h4>
<p>É preciso ler mais. O conhecimento é algo maravilhoso, é algo perene, é a melhor conquista e a melhor herança. Nos workshops que participamos, é certa uma pergunta: O que você acha do forró evangélico? Em primeiro lugar, nunca ouvi esse termo&#8230; Acho que a música é isenta de religião. Mas&#8230; Depois perguntam se é certo ou errado ouvir forró, se é do diabo ou não é&#8230;<br />
Ora, quem sou eu para julgar? Se me perguntam: você gosta de tal estilo musical, tenho a liberdade de responder sim ou não. Mas dizer CERTO e ERRADO é presunção! A gente precisa analisar cada situação. O que cada música ou estilo musical traz de bom para nós? Como podemos utilizar tal estilo para o nosso crescimento como pessoas e como cristãos. O tema é complexo, polêmico demais. Vamos discutir mais esse assunto, não como donos da verdade ou como defensores partidários. Uma discussão madura do assunto faz uma análise crítica das coisas com lentes transparentes e não tendenciosas. O fato de eu não gostar de um estilo de música não me dá o direito de condená-lo, nem que eu fosse a maior autoridade no assunto. Mas a discussão tem que ser feita, mesmo que incomode. Nós não queremos banir nada nem ninguém. Queremos apenas que as pessoas pensem.</p>
<h4> A música cristã: cópias mal feitas</h4>
<p>A música cristã está se perdendo em qualidade porque está sendo copiada. Não há mais o espírito criativo &#8211; a inspiração do Espírito Santo &#8211; como antes. A ordem é produzir. Quantidade, quantidade, quantidade&#8230; qualidade, duvidosa! Isso cria uma imagem pouco simpática deste autor. Sim, toca &#8220;nos calos&#8221;&#8230; ninguém gosta. Mas, por que não analisar melhor o material produzido pelos nossos grupos e bandas em suas diversas denominações e o produto desta reflexão ser um aumento na qualidade musical, evangelística, cultural e eclesial? Às vezes penso que estamos querendo forçar a barra não só na música, mas no que chamamos discipulado &#8211; e não é &#8211; ao &#8220;produzirmos&#8221; &#8220;cristãos&#8221; em massa, fruto de experiências de alguns &#8211; mas nunca vivenciada pela, própria pessoa -. Cultos que são uma verdadeira <a href="http://www.aguaviva.org.br/histeria_coletiva/" title="veja o significado deste termo" target="_blank">histeria coletiva</a>, onde literalmente se manipula a mente e o coração das pessoas que, com boa fé, vão ali em busca de respostas para suas vidas. E quem disser que isso não acontece ou está mentindo ou desconhece o que acontece em sua volta. Proibir ou não proibir não deve estar em pauta; falar do amor, falar do que é bom e do que edifica, isso sim é função de cada um de nós, não só pastores, presbíteros, diáconos, evangelistas ou qualquer título ou função que o irmão tenha. Jesus foi o maior libertário que já existiu. Por que nós insistimos em reprimir e proibir as pessoas? Que medo temos? Que Deus anunciamos? Tememos perder público? Tememos ver nossos templos vazios e, por isso, criamos uma espécie de &#8220;medo&#8221; nas pessoas fazendo com que se tornem dependentes da denominação. Isso, irmãos, não é de Deus. Deus liberta&#8230; Os verdadeiros cultos, não são aqueles que são regados de piano e órgão ou, no extremo oposto, de uma pós modernidade onde &#8220;tudo é permitido e tudo convém&#8221;. O culto verdadeiro é aquele que está centrado na pessoa de Jesus Cristo, que vai ao Pai e é animado pelo Espírito Santo. Utilizemos melhor a nossa música. Ouçamos mais e mais, mas vamos selecionar o que ouvir. E &#8220;se permita&#8221; &#8211; já que esta é uma expressão tão atual &#8211; olhar pra Jesus e viver a sua própria experiência com Ele. O resto, é resto.</p>
<h4>Atividade para o grupo:</h4>
<ol>
<li>Reflita o verso: Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém.</li>
<li>Discuta com seus músicos o tipo de música que eles escutam e quais os efeitos destas músicas em suas vidas: no crescimento como pessoas e no crescimento como músicos.</li>
<li>Procure identificar os elementos musicais de um determinado grupo do meio secular. Identifique os ritmos, os instrumentos, as letras, o público alvo e os efeitos que esse grupo tem causado no comportamento das pessoas.</li>
<li>Como, após refletir sobre todas estas coisas, podemos contribuir para a formação das pessoas que participam conosco nos grupos de louvor da igreja?</li>
</ol>
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		<title>Como ensinar (e aprender) uma música nova</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 19:12:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Musse Jereissati</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Introdução Desafio para todos: imagine-se em um pequeno grupo, um grupo de oração no momento de ensinar um corinho ou cântico. Música nova. O que você observa ao começar a ensinar? Todos atentos e calados? Não! Olhos grudados no papel ou na projeção e um ou outro querendo cantar ao mesmo tempo que aprende, isto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h4><img src="http://www.aguaviva.org.br/wp-content/uploads/2008/01/mmusicos_ceumnova.jpg" alt="como ensinar uma musica nova" /></h4>
<h4>Introdução</h4>
<p>Desafio para todos: imagine-se em um pequeno grupo, um grupo de oração no momento de ensinar um corinho ou cântico. Música nova.<br />
O que você observa ao começar a ensinar? Todos atentos e calados? Não!<br />
Olhos grudados no papel ou na projeção e um ou outro querendo cantar ao mesmo tempo que aprende, isto é, ao ouvir aquela musica pela primeira vez!<br />
O resultado, é que você vai ter que parar diversas vezes para não confundir o grupo,<br />
cantar mais alto e enfaticamente para deixar a melodia correta mais clara para quem está aprendendo.</p>
<h4>Quais são as conseqüências de um cântico &#8220;mal ensinado&#8221; (ou mal aprendido)?</h4>
<p>-Distorções na melodia<br />
-Alteração no ritmo<br />
-Mudança não autorizada na letra: &#8220;Eu quero ver a glória do Seu poder&#8230;&#8221;em vez de &#8220;Eu quero ver agora o Seu poder&#8221;<br />
-Vícios como os &#8220;<a title="veja o significado deste termo" href="http://www.aguaviva.org.br/termos-tecnicos/portamento/">portamentos</a>&#8221;<br />
-Erros de execução que são erroneamente chamados de &#8220;arranjos&#8221; como na Música Água Viva(Donizeti Alexandre) do <a title="Veja o site" href="http://www.milad.com.br/" target="_blank">MILAD</a>: &#8220;Ah, ah, água viva&#8230;&#8221;<br />
-&#8221;Segunda Voz&#8221; mal feita, principalmente se cantada pelas vozes agudas(soprano), ficando quase como um &#8220;descante&#8221; e &#8220;roubando&#8221; a melodia.<br />
-Perpetuação do erro. A música será ensinada dali pra frente às &#8220;futuras gerações&#8221; de forma errada, bem diferente de como o autor a compôs.</p>
<p>Todo ministro de música, dirigente de louvor ou líder de grupo musical cristão ou enfrenta, ou enfrentou esta situação. Se ainda não, com certeza, vai enfrentá-la um dia.</p>
<h4>1. Comece aprendendo a &#8220;aprender&#8221;.</h4>
<p>Ouvir bem música não significa ligar um CD player ou algo semelhante e simplesmente ficar ouvindo a música. Esse é a maneira comum e empobrecida de curtir aquilo que você gosta de ouvir. Apesar de o nosso cérebro ter uma capacidade incrível de processar informações e o nosso inconsciente poder &#8220;captar&#8221; informações que podem nos passar despercebidas, é preciso silenciar e canalizar toda a atenção para aquela momento. É necessário concentração.<br />
Portanto, mesmo que você não disponha de partitura (ou a original ou partitura nenhuma), ouça a gravação daquele cântico que você quer ensinar, de preferência, o original, feita pelo autor ou autorizada por ele. Essa gravação, pelo menos em tese, tem a maior exatidão e a maior fidelidade da composição que foi feita pelos seus autores.</p>
<h5>1.1 Identificando e Reconhecendo os elementos daquela música:</h5>
<p>A gente começa reconhecendo a peça. Como ela está gravada, fazemos uma &#8220;dissecção&#8221; cuidados, separando seus elementos, percebendo as partes e os dados referentes à obra. Identifique, portanto:</p>
<p>- Quem é o autor?<br />
-Qual a sua fé e a sua realidade de vida?(i.e. profissão, fatos relevantes para testemunho)<br />
-Em que ano a música foi escrita?Em que circunstâncias aquela composição foi feita?<br />
-Há alguma ligação com alguma pessoa (i.e. testemunho pessoal) ?<br />
-Há algum fato marcante na vida do ator em relação àquela música?<br />
-Esse cântico é fruto da oração do autor?</p>
<h5>1.2 Após tentar colher vários dados, monte uma breve história daquela composição.</h5>
<p>É o mesmo que ler um livro. A melhor leitura acontecerá se o leitor vir o prefácio, a biografia do autor, os dados extra texto mas que podem enriquecer o contexto.<br />
Outra boa comparação é assistir a um filme. Melhor é saber sobre o diretor, sobre o elenco, sobre o roteirista&#8230; Torna uma atividade rica, como é enriquecedor conhecer os dados de cada música que cantamos, tocamos ou utilizamos nas nossas igrejas.<br />
É certo que muitas das informações não estão disponíveis.Mas, caso estejam, você terá enriquecido seus conhecimentos e poderá tornar mais contagiante o novo cântico aos seus amigos e companheiros de grupo.</p>
<h5>1.2.1 Músicas estrangeiras/traduzidas</h5>
<p>Situe-se para situar aos seu público a cultura e as circunstâncias daquela musicas, principalmente no seu ritmo. Tenha cuidado com melodias africanas ou latinas cujo ritmo e intervalos possuem características bem peculiares. É muito rico utilizar melodias de outros povos como os irmãos da áfrica, do Peru e outros locais cuja maravilhosa bagagem cultural nos proporciona uma variedade maior de estilos. Saiba percebê-los e utilizá-los. De um modo geral, atente para as músicas em espanhol, e em idiomas menos comuns às pessoas de sua igreja. Você pode proporcionar uma experiência bastante significativa para a sua igreja incluindo no seu repertório canções assim.</p>
<h5>1.3 Perceba a mensagem central da música. Que lições de vida ele traz?</h5>
<p>Se é um hino de louvor, perceba quais as experiências podem ser obtidas em relação ao louvor congregacional e pessoal com essa nova música.</p>
<h5>1.4 Identifique a melodia, os acidentes, os tempos das notas</h5>
<p>Uma passagem (intervalo) mais incomum ou não tão usual, pode ser ensinado separadamente, antes da sua assembléia se &#8220;assustar&#8221; com ele.</p>
<h5>1.5 Identifique a melodia dentro do arranjo</h5>
<p>Se a gravação tiver arranjos vocais, identifique BEM a melodia procurando não confundir com a segunda voz ou com contracantos ou outros &#8220;enfeites&#8221; que o arranjador utilizou por mais bem colocados que estejam no CD.</p>
<h5>1.6 Identifique o andamento e os instrumentos utilizados.</h5>
<p>Veja o que lês tocam e como eles &#8220;falam&#8221;. Cada instrumento está ali para louvar ao Senhor. Veja como eles o fazem. Veja que não tocam exatamente a mesma coisa, ou na mesma região. Isso enriquece o arranjo.</p>
<h5>1.7 Perceba a dinâmica da música.</h5>
<p>Dinâmica é a &#8220;oscilação&#8221; que ocorre na interpretação, principalmente no &#8220;piano&#8221; (bem fraquinho) ou no &#8220;forte&#8221; ou no &#8220;fortíssimo&#8221; (muito forte). São &#8220;charmes&#8221; que um bom músico coloca na sua interpretação. Que diferença isso faz!</p>
<h5>1.8 Agora &#8220;Curta a música&#8221;.</h5>
<p>Sim, agora deleite-se. Deixe que a emoção tome conta de você nos intervalos que lhe pareceram mais bonitos, na parte da letra que mais lhe tocou, no momento em que a dinâmica lhe deixou &#8220;arrepiado&#8221;. Sim, porque música é sentimento. Se você deixar que a música chegue até você, ela vai chegar naturalmente, bela&#8230; Vai cumprir o seu papel de música. É mais fácil do que muita gente pinta por aí&#8230;<br />
Aliás, a música bonita não é necessariamente aquela mais cheia de instrumentos e vozes, com acordes &#8220;tronchos&#8221; (dissonantes ao ponto de serem pouco usuais).<br />
Apague a luz, coloque o volume adequado e&#8230; &#8230;relaxe! Deixe a música tocar! É belo!</p>
<h5>1.9 Certifique-se de estar seguro da harmonia, da melodia, do andamento e do rítimo.</h5>
<p>Se você estiver seguro, terá mais facilidade para ensinar. Treine bastante para ter um maior domínio na hora de estar com o público. Você é um facilitador. Trate esse assunto com carinho, gaste tempo com ele.</p>
<h4>2. Ensinando a nova música</h4>
<p>Fale para o grupo que vocês aprenderão uma nova música naquele momento.<br />
Se possível, comente sobre ela, com as informações que você obteve anteriormente (descrito anteriormente nesse texto). Talvez uns 3 minutinhos sejam o suficiente para motivar sua congregação ou as pessoas do seu grupo ou ministério. Distribua a letra, ou coloque no retro-projetor, datashow, boletim da igreja, etc&#8230; Leia a letra em voz alta com o grupo, acentuando as sílabas fortes.. caso haja alguma particularidade, explique antes.<br />
NUNCA diga: Vamos aprender uma música difícil&#8230; Você tem a habilidade de torná-la fácil. Para quem estuda a peça, faz a partitura ou o arranjo, ou a gravação, uma música pode parecer difícil. Mas, para a congregação que a ouve e canta, pode parecer tão simples como os corinhos de harmonia básica.<br />
Peça aos ouvintes que comportem-se como ouvintes.<br />
Para falar bem, é preciso primeiro saber ouvir. Do mesmo modo, para cantar bem é necessário ouvir. Alguém com deficiência auditiva, normalmente não consegue falar. Não pode ouvir, logo como falará? Portanto, que a sua assembléia apenas escute na primeira vez que você canta.</p>
<p>Cante sozinho sem arranjos, só a melodia.<br />
Passe a música toda, sem interrupções. Isso permite às pessoas terem a visão do todo daquela música, saberem que ela tem um começo, um meio e um fim.<br />
Não permita que NINGUÉM fique tentando cantar enquanto você o faz na primeira vez. Dê as instruções parque ouçam com atenção SEM CANTAR.</p>
<ul>
<li>Em seguida, vá cantando um segunda vez, começando pelas partes mais fáceis, em andamento mais lento, frase por frase se necessário.
<ul>
<li>Peça que repitam cada frase, uma após a outra à medida que você vai cantando.</li>
</ul>
<ul>
<li>Após terminar uma estrofe, tente cantá-la toda com o grupo. Repita.</li>
</ul>
</li>
</ul>
<ul>
<li>Perceba quais as correções devem ser feitas e faça aí, nesse momento.</li>
</ul>
<ul>
<li>Repita até ter ficado bom. Administre bem o tempo, cuidando para não ficar cansativo.</li>
</ul>
<ul>
<li>Siga com o refrão da mesma forma.</li>
</ul>
<ul>
<li>Cante as outras estrofes</li>
</ul>
<ul>
<li>Em seguida, se as outras estrofes são idênticas à primeira, comunique ao grupo e tente cantá-las com eles. Caso esteja havendo &#8220;desencontros&#8221; pare e repita.</li>
</ul>
<p>Se as outras estrofes não são idênticas a primeira (ou tiver alguma estrofe que não seja), ensine-a separadamente mostrando suas diferenças de modo que os que estejam ali aprendendo possam compreender que há partes diferentes &#8211; cuja melodia difere -.<br />
Isso pode parecer muito laborioso. Mas é a melhor maneira de se ensinar novas músicas e de preservar sua veracidade e legitimidade. Além de tudo, é o jeito mais rápido e eficaz. Alto rendimento.Veja como você pode proporcionar uma experiência enriquecedora e disciplinada aos seus irmãos (e a você mesmo) com um alto índice de eficiência.</p>
<p>Se cada um de nós tiver um maior cuidado ao ensinar e ao ministrar o louvor, estaremos não só nos aproximando dos grandes coros dos tempos bíblicos como zelando pela Obra do Senhor e incentivando outras pessoas a fazerem o mesmo.<br />
Devemos levar em consideração que uma música, por mais simples que seja, por menor que possa ser, é um instrumento nas mãos do Espírito de Deus para alcançar vidas. Mesmo que não sejam os esquemas que funcionem, mas que seja a ação de Deus, quanto mais preparados estivermos, quanto mais recursos empreendermos, mais portas o Espírito Santo encontra aberta para fluir.<br />
Espero tê-lo ajudado</p>
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