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	<title>Ministério Água Viva &#187; escandalizar</title>
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		<title>Deus não é surdo</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 19:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Musse Jereissati</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.aguaviva.org.br/wp-content/uploads/2008/03/deus_nao_e_surdo_capa.jpg" title="Deus não é surdo" rel="lightbox[54]"><img src="http://www.aguaviva.org.br/wp-content/uploads/2008/03/deus_nao_e_surdo_capa.jpg" alt="Deus não é surdo" /></a></p>
<p>Um dia desses, voltando do trabalho, vi uma faixa, daquelas de pano, em uma das esquinas da cidade, com os seguintes dizeres em caixa alta e em letras vermelhas: &#8220;OREM MAIS BAIXO! &#8211; DEUS NÃO É SURDO!&#8221;. E, abaixo, em letras menores e azuis: &#8220;Moradores da rua tal&#8230;&#8221;, e escreveram o nome da rua. Para efeitos éticos, não vamos citar tantos detalhes, exceto que, naquele local, funcionava uma instituição que se intitulava &#8220;Igreja tal&#8230;&#8221; &#8211; eu nunca tinha ouvido falar &#8211; e que, nas madrugadas, sua calçada era lugar de mulheres fazendo &#8220;programa&#8221;, um ponto de prostituição. Lembro-me bem da época da faculdade, quando tínhamos plantões noturnos, vez por outra chegava alguém ferido ou machucado por briga com os que ofereciam seu &#8220;trabalho&#8221; no &#8220;ponto&#8221; ou vítimas de agressão por insultarem as prostitutas, os travestis ou um outro que aproveitava a ocasião para roubar e assaltar. Aquele lugar exportava gente para as delegacias e para os hospitais.</p>
<p>Mas repare bem que a faixa não fazia nenhuma alusão ao meretrício, ou sequer aos muitos assaltos ali praticados. O mais evidente para os moradores da região era o alto nível dos decibéis produzidos pelos &#8220;crentes&#8221;, que foram chamados &#8220;crentes da rua tal&#8221; &#8211; imagine o nome da rua aqui &#8211; nas discussões das aulas de psiquiatria na faculdade de Medicina. A gritaria era tanta, que os alunos foram investigar &#8211; como atividade extracurricular das disciplinas onde  se estuda a medicina social e o comportamento humano &#8211; o que acontecia de tão extraordinário naquelas paragens.</p>
<p>O que atrapalhava o sono da vizinhança, não eram os gritos de pessoas bêbadas, nem os gritos do pessoal do ponto, nem os insultos dos que passavam de carro e gritavam &#8220;gostosaaaa&#8230;!&#8221;, debochando das mulheres seminuas. Não eram os gritos de socorro de alguém que comprava os serviços da esquina e, por não querer pagar, acabava sendo violentamente agredido. Não era o som das viaturas fazendo inúmeras batidas coibindo a atividade, buscando bocas de fumo ou prendendo desordeiros. Para surpresa de todos, os moradores sentiam-se violentados pela &#8220;gritaria&#8221;, pelo som confuso que emanava das reuniões não na calçada ou na esquina, mas dentro do prédio, no &#8220;salão&#8221;, no &#8220;auditório&#8221; onde acontecia o &#8220;espetáculo&#8221; da fé. Eles descreviam como &#8220;gritos assustadores&#8221;, ou &#8220;gemidos de desespero&#8221;. Isso lhes tirava o sono. Isso, sim os incomodava; mais que a &#8220;zona&#8221;!</p>
<h4>O Som que vem do Céu</h4>
<p>A bíblia descreve a oração comunitária, os momentos de celebração e fala até em gemidos inefáveis. Podemos participar de grupos de oração do movimento carismático onde todas as manifestações do Espírito (veja em I cor 13&#8230;), são vistas pelos que ali oram, onde curas e milagres acontecem, onde vidas são transformadas e o Senhor age intensamente sobre o seu povo reunido. É algo parecido com o &#8220;Pentecostes&#8221;(Cf. Atos 2), percebo. Nessas reuniões &#8211; e eu já participei delas durante anos  na Renovação Carismática &#8211;  em círculos de oração hoje (isso é comum) e em programações que apresentamos nas igrejas pentecostais. Há, sim, um aumento do volume da voz. Há uma certa exaltação no modo de falar, de pregar, de orar, de agradecer e de se derramar diante de Deus. Há uma música mais vibrante, mais adornada de palmas porque há uma alegria tremenda em louvar a Deus pois o Seu Espírito traz esta inspiração e é por Ele que adoramos a Deus.</p>
<p><img src="http://www.aguaviva.org.br/wp-content/uploads/2008/03/deus_nao_e_surdo_text3jc.jpg" alt="Deus não é surdo" /></p>
<p>O som dos cânticos de adoração devem &#8211; porque assim o são por definição &#8211; trazer um alento não só aos ouvidos, mas ao coração e à alma de quem o escuta. Não é à toa que é a música um excelente meio de evangelismo! E evangelizar não é nada mais que apresentar de forma clara, viva e transformadora a ação de Jesus na vida de alguém. Evangelizar não é &#8220;cuspir&#8221; palavras escritas que não causam nenhum efeito, mas transmitir com UNÇÃO e PODER a Boa Nova que é Jesus Cristo. Evangelizar não é falar do passado dos primeiros anos D.C(época dos primeiros cristãos e do nascimento das Igreja),mas falar EM Jesus e muito mais do que isso: permitir que ELE mesmo fale por nós (Cf. Marcos 13:11) através do Espírito Santo. Evangelizar não é jogar na cara de ninguém seus pecados e sua forma de viver, mas trazer a pessoa para Jesus, ensinando com modos carinhosos que há um caminho para a verdadeira felicidade: Deus em nós. Será que alguém se converte sendo acusado, tendo sua vida exposta e julgada? Com certeza, não!</p>
<p>Os primeiros evangelistas, apóstolos e discípulos eram treinados, isto é, formados e preparados para esse fim.  Não era pela sua eloqüência, nem pelo seu largo conhecimento científico. Cada um era chamado &#8211; isso se denomina vocação &#8211; para propagar o evangelho a toda a criatura, com autoridade, com verdade e não com violência. Entenda aqui o contexto: violência não meramente física, mas violência moral.</p>
<p>Vejamos quando Jesus chamou Mateus (Cf. Mateus 9:9) na coletoria. &#8220;<u><strong>Segue-me</strong></u>&#8220;. A vida de Mateus não era nenhum modelo de ética, de moral e de zelo pelo seu povo. Pelo contrário&#8230; Então, existe aí um ensino valioso para nós: Jesus não escolhe &#8211; pois ainda o faz hoje &#8211; as pessoas pelo que elas fazem ou por seus talentos e conhecimentos científicos. Tampouco pelo que possuem no banco ou pela mansão onde moram. Jesus chama a todos, mas escolhe poucos (cf. Mateus 20:16). O critério de seleção parece desprezar todas as coisas mundanas e centrar na disponibilidade do coração de cada um que é vocacionado, ou seja, que é chamado. Eu e você somos chamados a isso! O Senhor quer, dois mil anos depois, que eu, você, nossos amigos, conhecidos, desconhecidos, todos, ouçamos a Sua doce voz e que respondamos &#8220;aqui estou, Senhor&#8230;&#8221;. Esse chamado é para mim e para você também. É para aquelas pessoas que freqüentavam aquela esquina &#8211; e tantas outras  das grandes cidades -, é para os que estavam dentro do templo &#8211; que incomodavam a vizinhança com suas orações em voz tão alta &#8211; e é para a vizinhança que não conseguia dormir&#8230; &#8230; mas que não conseguia também ser evangelizada pelas pregações exaltadas, pelos sermões dramáticos e pelas orações que lembravam mais um lugar de lamentações do que um lugar de Graça; Aquela congregação não evangelizava a sua vizinhança, olhe só&#8230; não era exemplo, nem referência&#8230; Mas era uma pedra no sapato, um aperto no &#8220;calo de estimação&#8221; dos moradores da &#8220;rua tal&#8221;, um peso nas vidas de muita gente.</p>
<h4>A Ética</h4>
<p><img src="http://www.aguaviva.org.br/wp-content/uploads/2008/03/deus_nao_e_surdo_texto_5j.jpg" alt="Deus não é surdo" /></p>
<h5><em>Prega a palavra, insista oportuna e inoportunamente&#8230;</em></h5>
<p>Vamos entender isso. Jesus nos fala no imperativo: IDE, PREGAI, ANUNCIAI&#8230; Ele não diz GRITAI, INFERNIZAI, MALTRATAI, INCOMODAI&#8230;</p>
<p>O <em>incomodo</em> do Espírito Santo vem de dentro para fora e não de fora para dentro(como é o caso do barulho). Quando Paulo(cf. II Timóteo 4:2 prega a palavra, inste, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a paciência e doutrina&#8230;) não significa, PERTURBE,  TIRE O JUÍZO de qualquer pessoa, seja hora ou não, seja de madrugada ou não. Muito menos diz: JULGUE e EXPONHA a vida pessoal dos outros, mas CORRIJA, REPREENDA, MOSTRE A VERDADE com TODA A PACIÊNCIA e DENTRO daquilo que É DADO POR DEUS(a doutrina). Ele não fala segundo a doutrina do pastor tal ou do ministério tal. Mas segundo a doutrina do SENHOR e o Senhor de quem estamos falando aqui é o único Senhor, é DEUS.</p>
<p>Paulo está, no momento que escreveu a Timóteo, prestes a ser sentenciado.</p>
<h5>&#8220;Paulo não se apavora, ao contrário, tem uma última recomendação a fazer a Timóteo: a de continuar a difundir a mensagem de Deus, aconteça o que acontecer e, infelizmente, não obstante a indiferença e a hostilidade dos homens.&#8221;(ALEXANDER, 1986 p.1430).</h5>
<p>Devemos também perceber que Timóteo era um jovem colaborador de Paulo. Paulo estava na prisão; Timóteo enfrentava problemas no ministério como a distorção da fé apostólica, as diferentes classes dentro da igreja &#8211; que muitas vezes não de entendiam &#8211; os falsos mestres, o culto que era desordenado, a falta de prudência da liderança local&#8230;</p>
<p><img src="http://www.aguaviva.org.br/wp-content/uploads/2008/03/deus_nao_e_surdo_text2jc.jpg" alt="Deus não é surdo" /></p>
<p>Paulo, aqui, instrui Timóteo, não a ser mal educado ou imprudente, mas a ter PRUDÊNCIA e PACIÊNCIA na tarefa para a qual foi designado diante da URGÊNCIA de pregar o Evangelho. &#8220;Em tempo&#8221; e &#8220;Fora de tempo&#8221; significa que, as condições, mesmo que desfavoráveis, não devem atrapalhar sua tarefa. A urgência em pregar o evangelho deve ser a mesma, quer as condições sejam favoráveis ou não. Muita gente hoje em dia, confunde isso com &#8220;empurrar&#8221; goela a dentro o evangelho nas pessoas. Não é assim. O Evangelho não é algo que se engula como se fosse um remédio ruim e amargo, que tenha que &#8220;descer&#8221; rasgando o esôfago e causando mal-estar momentâneo. O Evangelho é um TESOURO confiado a quem o recebeu e que deve ser anunciado com coragem, urgência, fé e paciência. Como tesouro que é, o evangelho não pode ser &#8220;jogado&#8221; por aí, mas anunciado com amor, com entusiasmo, com inspiração e com o discernimento necessário para que são se torne, aos olhos dos que ouvem  a nossa pregação, algo repugnante ou, simplesmente, um conjunto de normas e uma moral difíceis de serem vividas. O evangelho é vida. É necessário, portanto, para cada um de nós:</p>
<h5>Notas da Bíblia de Estudos Plenitude:</h5>
<ul>
<li>Uma consciência limpa perante Deus e o homem</li>
<li>Um estudo responsável da Bíblia e uma vida de oração e de intimidade com Deus para que nos tornemos &#8220;intérpretes sensíveis da Escritura&#8221;.</li>
<li>Reconhecer que haverá oposições. Mas elas não devem ser obstáculos ou motivo de desânimo para nós na tarefa de evangelizar. Por isso, não nos frustremos com a oposição.</li>
<li>Sermos incansavelmente fiéis naquilo que Deus nos ordenou a fazer.</li>
<li>Exercitarmos fielmente os dons carismáticos que nos foram comunicados. Devemos também nos disciplinar continuamente a empregar esses dons na ousadia e no amor.</li>
<li>Devemos ser fortes na graça e nos entregar profundamente ao poder de Jesus Cristo que quer realizar o Seu objetivo através de nós.</li>
<li>Buscar os frutos do Espírito e não sucumbir aos desejos carnais.</li>
<li>Reverenciar sempre a Palavra do Senhor, reconhecendo a sua fonte divina de inspiração.</li>
</ul>
<h4>Religiosidade</h4>
<p>É necessário evitar os jargões ou a religiosidade que são enganosos. Religiosidade não é sinônimo de conversão ou de devoção. Religiosidade é costume, são rituais, são comportamentos adaptados e forjados quase sempre para causar medo nas pessoas ou impressionar os outros. Religiosidade não é fé madura, portanto!</p>
<h4>Discussões Teológicas</h4>
<p>As pessoas com sabedoria espiritual possuem percepção espiritual e um sábio sistema de valores. Percebem que qualquer discórdia teológica é improdutiva e recusam-se a envolver-se nelas. Aprendem, portanto, a persuadir os outros gentilmente, reconhecem a tendência humana de evitar as exigências da verdade e a ouvir apenas o que se quer escutar ou o que é conveniente. Portanto, preguemos a Palavra insistentemente. Isso significa, usemos os dons que Deus nos deu, a criatividade, o modo gentil e caridoso de chegar àquelas pessoas que não compreendem o Evangelho ou não o aceitam.  Estejamos preparados a qualquer momento. Proclamemos o Evangelho e dediquemo-nos à instrução das pessoas que não conhecem a Jesus ou que não O aceitam.</p>
<h4>Diligentemente</h4>
<p>Pregue o evangelho com ousadia, sem temor! Deus não nos deu um espírito de medo, mas o Espírito Santo</p>
<h4><strong>&#8230;Deixarão de ouvir a verdade para darem atenção às lendas. (II Tim 4:1-5)</strong></h4>
<h5><em> Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que julgará todos os seres humanos, tanto os que estiverem vivos como os que estiverem mortos, eu ordeno a você, com toda a firmeza, o seguinte: Por causa da vinda de Cristo e do seu Reino, 2  pregue a mensagem e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não. Procure convencer, repreenda, anime e ensine com toda a paciência. 3  Pois vai chegar o tempo em que as pessoas não vão dar atenção ao verdadeiro ensinamento, mas seguirão os seus próprios desejos. E arranjarão para si mesmas uma porção de mestres, que vão dizer a elas o que elas querem ouvir. 4  Essas pessoas deixarão de ouvir a verdade para darem atenção às lendas.5  Mas você, seja moderado em todas as situações. Suporte o sofrimento, faça o trabalho de um pregador do evangelho e cumpra bem o seu dever de servo de Deus.</em></h5>
<h4> <img src="http://www.aguaviva.org.br/wp-content/uploads/2008/03/deus_nao_e_surdo_text1jc.jpg" alt="Deus não é surdo" /></h4>
<h4>Conclusão:</h4>
<p>A Igreja precisa de mais Timóteos que estejam determinados a proteger o Evangelho como um depósito sagrado confiado a eles, e que sejam fiéis ao proclamá-lo, que estejam prontos para sofrer por Ele e que o transmitam a seguidores fiéis. A gente precisa assimilar o que foi dito agora. Vamos nos empenhar também</p>
<p>&#8230; É preciso ter em mente que a perfeição de Deus é total. Podemos até dizer algo que pode parecer engraçado, pegando carona nesse pensamento: a perfeição de Deus é perfeita, até no Seu sistema auditivo; Ele não é surdo! Não só nos olha e nos vê, mas nos ouve e nos escuta muito bem. Por tanto, não precisamos gritar&#8230;</p>
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