<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ministério Água Viva &#187; músico cristão</title>
	<atom:link href="http://www.aguaviva.org.br/tag/musico-cristao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.aguaviva.org.br</link>
	<description>Enchendo o mundo de arte alegria e vida</description>
	<lastBuildDate>Sun, 17 May 2009 19:29:24 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>A música que ouvimos, o culto que prestamos</title>
		<link>http://www.aguaviva.org.br/comunicacaoeexpressao/a-musica-que-ouvimos-o-culto-que-prestamos/</link>
		<comments>http://www.aguaviva.org.br/comunicacaoeexpressao/a-musica-que-ouvimos-o-culto-que-prestamos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Feb 2009 19:16:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Musse Jereissati</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comunicação & Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento cristão]]></category>
		<category><![CDATA[conduta]]></category>
		<category><![CDATA[convém]]></category>
		<category><![CDATA[culto]]></category>
		<category><![CDATA[libertinagem]]></category>
		<category><![CDATA[maturidade]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[música do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[música evangélica]]></category>
		<category><![CDATA[música secular]]></category>
		<category><![CDATA[músico]]></category>
		<category><![CDATA[músico cristão]]></category>
		<category><![CDATA[prestar culto]]></category>
		<category><![CDATA[tipo de música]]></category>
		<category><![CDATA[tipos de música]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.hospedesuaempresa.com/aguaviva.org.br/?p=65</guid>
		<description><![CDATA[
MPB todo mundo sabe o que é: Música Popular Brasileira. Amada pelo mundo todo. Consagrada ao longo dos anos. A música brasileira é como o seu povo: eclética, multiforme e resultado do que há de melhor nesta arte. Do erudito ao popular, música é música desde que prevaleça o bom gosto. Estamos falando da música [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.aguaviva.org.br/wp-content/uploads/2008/01/musica_e-musicos_homenorm_j.jpg" alt="Música e Músicos home" /></p>
<p>MPB todo mundo sabe o que é: Música Popular Brasileira. Amada pelo mundo todo. Consagrada ao longo dos anos. A música brasileira é como o seu povo: eclética, multiforme e resultado do que há de melhor nesta arte. Do erudito ao popular, música é música desde que prevaleça o bom gosto. Estamos falando da música de qualidade. Não aquela coisa desprovida de arte gravada em escala industrial, cópia da cópia (da cópia&#8230;) daquilo que está dando dinheiro. Atinge aos que não têm leitura nem cultura.</p>
<p>Podemos afirmar, com o provérbio, <em>&#8220;Dize-me com quem anda e dir-te-ei quem és&#8221;</em>, que é possível conhecer muito de uma pessoa por aquilo que ela lê e pela música que ela escuta. Não seria, portanto, errado afirmar <em>&#8220;dize-me o que ouves e dir-te-ei quem és&#8221;</em>. Gostos à parte, a discussão é o conhecimento da música  e seus elementos.</p>
<p>Há alguns anos, com a febre dos ritmos baianos e o forró tomando conta dos estúdios, sumiram das prateleiras das lojas de música os bons discos(refiro-me aos CDs). Sumiram também as boas lojas do ramo. Procurei por todo esse imenso Brasil o &#8220;Oratório Elias&#8221; de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Felix_Mendelssohn_Bartholdy" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">Felix Mendelssohn [Bartholdy]</a> (1809-1847). Não é exagero afirmar que nem nos grandes centros (Rio e São Paulo) havia sequer em catálogo. Fácil de explicar, difícil de entender: não há demanda! O povo quer mesmo é ouvir forró. Pois precisei ir à Europa, e numa tarde de domingo, numa lojinha &#8211; pois era pequena em espaço físico e não estava nos grandes <em>shoppings</em> &#8211;  nos arredores de Florença(Itália), encontrei o<em> ‘box&#8217;</em> com o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orat%C3%B3rio" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">oratório</a>! Quase não acreditei! A emoção foi tanta, que passei uns quinze minutos olhando para ver se era verdade. A vendedora, uma senhora muito simpática, respondeu-me em inglês que havia, sim, naquele estabelecimento um exemplar do <a href="http://www.unb.br/coral/Repertorio/kompositores/mendelssohn.htm" title="Veja na Página da UNB sobre o Compositor e sobre o Oratório Elias" target="_blank">Oratório Elias</a>. E, enquanto se dirigia ao local onde estava exposto o álbum, ia contando a história daquela obra e falando do seu grande compositor. Gente culta é outra coisa! Será que só o europeu é culto? Aqui no Ceará, numa grande loja de CDs procurei por Enya, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Loreena_McKennitt" title="Veja na Wikipedia" target="_blank">Loreena MacKennitt</a> e Sara Brightman. Nenhum dos vendedores sabia do que se tratava. &#8220;Isso morde?&#8221;, talvez tivessem pensado. Mas se eu quisesse, tinha à disposição centenas de títulos dos &#8220;isso com aquilo&#8221;(essa expressão é criação minha. Os forrozeiros que me perdoem, mas a falta de criatividade de alguns de vocês é digna de nota!). Explico. O povo nem criatividade tem&#8230; Há uma banda que se chama X com Y. Aí vem outro <em>personagem</em>(o grifo é de propósito), forma uma &#8220;nova&#8221; banda, e chama Z com W&#8230; Tenha dó!</p>
<p>Não gosto do forró de hoje. Acho uma música sem nada de arte, sem nada de cultura. Mas isso é uma opinião minha.  Por favor ninguém confunda a minha opinião, o meu estilo musical aqui citado com o &#8220;é proibido ouvir tal música ou tal estilo&#8221;. Mesmo se eu tivesse autoridade para isso, jamais o faria! Cada um gosta do que gosta. Discutimos, nesse artigo, a influência da música secular na formação das pessoas.</p>
<h4>Qualidade</h4>
<p>Há quem faça uma música popular bem feita como o <a href="http://www.waldonys.com.br/" title="Veja a página do Waldonys, grande artista cearense" target="_blank">Waldonys</a>, um seguidor do mestre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Gonzaga" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">Luiz Gonzaga</a>. Este compôs tantas músicas com letras simples e inteligentes, que retratavam a cultura do homem nordestino, que fazia sua sanfona falar ao entoar acordes simples, sem dissonância descabida &#8211; típica de quem começa a tocar e acha que tocar difícil, fazer notas ‘tronchas&#8217; é sinal de bom conhecimento.<br />
Voltando ao Luiz Gonzaga, que deixou discípulos fiéis &#8211; e bons &#8211; , podemos olhar para os grandes artistas e ver que, cada um deles, teve sua influência. Podemos citar cantores renomados, que não fizeram carreira copiando o trabalho dos outros ou fazendo paródias das músicas internacionais. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ney_Matogrosso" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">Ney Matogrosso</a>, por exemplo, afirma que ‘<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%82ngela_Maria" title="Ver na Wikipedia" target="_blank">Angela Maria</a>&#8216; teve uma grande relevância em sua carreira. Assim, conhecendo a história daqueles que fazem a verdadeira música do Brasil, percebemos que existe, além do talento nato e indispensável, um estudo e uma história musical, ou seja, um passado musical na vida de cada um deles. Natural!</p>
<h4>Não se mede cultura por quem tem disco de música clássica em casa</h4>
<p>Há, em contrapartida, aquelas pessoas que fazem de conta que gostam de música erudita. Compram vários CDs (a R$ 9,90) e montam uma coleção, deixando-a exibível em casa. Ah, esse cara conhece música&#8230; &#8211; alguém pode pensar. Que conhece, que nada! É capaz de ir à uma ópera e aplaudir antes do final.</p>
<p>Mas não estamos falando aqui do bom e do ruim, do erudito ou do mais simples repente. Estamos falando de <strong>qualidade</strong>, de <strong>cultura</strong> e de <strong>educação</strong>. E quando a pauta é essa é preciso ver a história e os diversos elementos contribuintes para a formação da cultura de um povo. Um grupo canta suas tradições, remonta os costumes passados de pai para filho entre gerações. Nosso tempo se esqueceu de fazer isso ou considerou essa prática obsoleta. Não é necessário conhecer nem manter as raízes. Não é mais necessário preservar o patrimônio histórico. A computação e a internet facilitam muito a nossa vida. E trazem, com essas conveniências, os &#8220;fast-foods&#8221; musicais, os livros de auto-ajuda que são uma constante repetição de um outro lançado tempos antes; Certa vez, a revista Veja noticiou que, numa noite de autógrafos, a pessoa responsável por anotar os nomes dos presentes na fila, perguntou para o ex-presidente  Fernando Henrique Cardoso:<br />
- Qual o nome do senhor?<br />
Ele Respondeu:<br />
- Fernando Henrique.<br />
Ela, prosseguiu:<br />
- Fernando Henrique do que?&#8230;</p>
<p>Uma barbaridade! Até o nome do ex-presidente da república não era mais preciso saber!<br />
É o que dá a gente só ouvir a música importada pelos &#8220;beats&#8221; ou pelo som que faz sucesso, mas sem compreender nada! É o que dá as emissoras de rádio tocarem o dia todo as músicas com letras de duplo sentido. É o que dá uma educação &#8220;mal educada&#8221; e mal formada onde é proibido reprovar um aluno inapto&#8230; Ora, se ele não sabe, não sabe! Vamos recomeçar e tentar aprender. O Brasil quer mostrar a sua cara mascarando números. Quer aparecer para a comunidade internacional bonitinho, mas com dados manipulados e forjados.</p>
<h4>Conhecimento, leitura e Arte</h4>
<p>É preciso ler mais. O conhecimento é algo maravilhoso, é algo perene, é a melhor conquista e a melhor herança. Nos workshops que participamos, é certa uma pergunta: O que você acha do forró evangélico? Em primeiro lugar, nunca ouvi esse termo&#8230; Acho que a música é isenta de religião. Mas&#8230; Depois perguntam se é certo ou errado ouvir forró, se é do diabo ou não é&#8230;<br />
Ora, quem sou eu para julgar? Se me perguntam: você gosta de tal estilo musical, tenho a liberdade de responder sim ou não. Mas dizer CERTO e ERRADO é presunção! A gente precisa analisar cada situação. O que cada música ou estilo musical traz de bom para nós? Como podemos utilizar tal estilo para o nosso crescimento como pessoas e como cristãos. O tema é complexo, polêmico demais. Vamos discutir mais esse assunto, não como donos da verdade ou como defensores partidários. Uma discussão madura do assunto faz uma análise crítica das coisas com lentes transparentes e não tendenciosas. O fato de eu não gostar de um estilo de música não me dá o direito de condená-lo, nem que eu fosse a maior autoridade no assunto. Mas a discussão tem que ser feita, mesmo que incomode. Nós não queremos banir nada nem ninguém. Queremos apenas que as pessoas pensem.</p>
<h4> A música cristã: cópias mal feitas</h4>
<p>A música cristã está se perdendo em qualidade porque está sendo copiada. Não há mais o espírito criativo &#8211; a inspiração do Espírito Santo &#8211; como antes. A ordem é produzir. Quantidade, quantidade, quantidade&#8230; qualidade, duvidosa! Isso cria uma imagem pouco simpática deste autor. Sim, toca &#8220;nos calos&#8221;&#8230; ninguém gosta. Mas, por que não analisar melhor o material produzido pelos nossos grupos e bandas em suas diversas denominações e o produto desta reflexão ser um aumento na qualidade musical, evangelística, cultural e eclesial? Às vezes penso que estamos querendo forçar a barra não só na música, mas no que chamamos discipulado &#8211; e não é &#8211; ao &#8220;produzirmos&#8221; &#8220;cristãos&#8221; em massa, fruto de experiências de alguns &#8211; mas nunca vivenciada pela, própria pessoa -. Cultos que são uma verdadeira <a href="http://www.aguaviva.org.br/histeria_coletiva/" title="veja o significado deste termo" target="_blank">histeria coletiva</a>, onde literalmente se manipula a mente e o coração das pessoas que, com boa fé, vão ali em busca de respostas para suas vidas. E quem disser que isso não acontece ou está mentindo ou desconhece o que acontece em sua volta. Proibir ou não proibir não deve estar em pauta; falar do amor, falar do que é bom e do que edifica, isso sim é função de cada um de nós, não só pastores, presbíteros, diáconos, evangelistas ou qualquer título ou função que o irmão tenha. Jesus foi o maior libertário que já existiu. Por que nós insistimos em reprimir e proibir as pessoas? Que medo temos? Que Deus anunciamos? Tememos perder público? Tememos ver nossos templos vazios e, por isso, criamos uma espécie de &#8220;medo&#8221; nas pessoas fazendo com que se tornem dependentes da denominação. Isso, irmãos, não é de Deus. Deus liberta&#8230; Os verdadeiros cultos, não são aqueles que são regados de piano e órgão ou, no extremo oposto, de uma pós modernidade onde &#8220;tudo é permitido e tudo convém&#8221;. O culto verdadeiro é aquele que está centrado na pessoa de Jesus Cristo, que vai ao Pai e é animado pelo Espírito Santo. Utilizemos melhor a nossa música. Ouçamos mais e mais, mas vamos selecionar o que ouvir. E &#8220;se permita&#8221; &#8211; já que esta é uma expressão tão atual &#8211; olhar pra Jesus e viver a sua própria experiência com Ele. O resto, é resto.</p>
<h4>Atividade para o grupo:</h4>
<ol>
<li>Reflita o verso: Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém.</li>
<li>Discuta com seus músicos o tipo de música que eles escutam e quais os efeitos destas músicas em suas vidas: no crescimento como pessoas e no crescimento como músicos.</li>
<li>Procure identificar os elementos musicais de um determinado grupo do meio secular. Identifique os ritmos, os instrumentos, as letras, o público alvo e os efeitos que esse grupo tem causado no comportamento das pessoas.</li>
<li>Como, após refletir sobre todas estas coisas, podemos contribuir para a formação das pessoas que participam conosco nos grupos de louvor da igreja?</li>
</ol>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.aguaviva.org.br/comunicacaoeexpressao/a-musica-que-ouvimos-o-culto-que-prestamos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
